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Indiscutivelmente, quem vive em instituições se encontra separado do ambiente familiar habitual, rodeado de pessoas estranhas, muitas vezes isolado da atualidade cultural e, evidentemente, experimentando a incômoda sensação do abandono, dependência e inutilidade. A exclusão social contribui, em muitos aspectos, para um agravamento do estado afetivo e emocional e consequentemente, da saúde física do homem. A inclusão de animais em instituições contribui significativamente na humanização dos programas de reabilitação.
Estudos realizados nas ultimas décadas demonstram os benefícios da integração homem-animal, que vão muito além do simples prazer da sua companhia. Graças a essa comprovação, hospitais e instituições do Brasil e do Exterior já utilizam animais como parte do tratamento de crianças e idosos internados e de pacientes com transtornos mentais. Da mesma forma, prisões nos EUA desenvolvem programas com animais a fim de manter e estimular a boa saúde psíquica de seus prisioneiros.
Um estudo realizado por James Lynch, Aaron Katcher e Erika Friedmann no Hospital da Universidade de Meryland com 96 pacientes que se recuperavam de uma doença coronariana, revelou que 86 sobreviveram após um ano. Entre os 36 não possuidores de animais de estimação, 11 vieram a óbito. Dos 53 que possuíam algum animal em casa, apenas 3 faleceram. Esses dados independem do tipo de animal, idade e gravidade do problema. O fator principal na recuperação é a personalidade das pessoas que criam algum animal de estimação. Os que possuíam algum animal em sua casa, se recuperavam mais rápido, pois queriam voltar logo para casa para cuidar de seus animais. Os que possuíam cães tinham 8% a menos de visitas médicas. Os que possuíam gatos tinham 12% a menos. Além disso tomavam menos medicamentos para pressão alta, colesterol e possuíam menos dificuldades para dormir de noite. Outro estudo realizado pelo Departamento de Psicologia da Universidade do Texas, revelou que 96% dos pacientes que completaram um programa de reabilitação cardíaca possuíam animais de estimação, contra 77% dos que completaram o programa e não possuíam animais. Isso se deve à disciplina que um animal exige de quem dele cuida.
Outro estudo com 31 proprietários sofrendo de alguma enfermidade clínica e depressão, revelou que em 100% dos casos, as pessoas afirmaram que os animais os ajudaram a rir e a manter o bom humor; 93% afirmaram que os animais os ajudaram a serem mais ativos fisicamente; e para 93% deles seus animais são parte importante em suas vidas. Alguns animais como os cães possuem uma incrível habilidade de fazer a mais triste das criaturas se alegrar em instantes. A risada é uma ótima forma de se optimizar o trabalho do sistema imune, além de mudar o estado de espírito da pessoa. O que nos faz rir hoje fica registrado na forma de lembrança. E as lembranças quando boas, nos fazem sorrir inconscientemente. O simples ato de acariciar um animal já beneficia a pessoa que o faz. Afagar um animal de estimação causa redução da pressão arterial, redução da freqüência cardíaca, redução da ativação neuroendócrina do estresse e aumenta a calma. É bem provável que o mesmo ocorra quando acariciamos alguém de quem gostemos.
Há resultados comprovados tanto na estabilidade emocional quanto no aumento da auto-estima em pacientes de todas as idades e com uma grande variedade de disfunções, psicológicas e/ou físicas. Já se pode afirmar que a interação com animais tem efeitos mensuráveis sobre a saúde do ser humano.
Os índios da tribo seatle (EUA) afirmavam que todas as coisas estão interconectadas e que, se os animais deixassem de existir, o homem morreria de uma grande solidão de espírito, pois ele estão ligados por laços ancestrais.
Portanto, não é de se admirar que a cura para tantos males esteja exatamente no ser especial que lhe faz companhia em casa.
E para aqueles que estão afastados de suas casas e de suas famílias, num isolamento social, não pode haver melhor remédio que o carinho, a alegria e o amor gratuito que um cão-amigo pode oferecer.
Fontes pesquisadas:
Revista Planeta e http://geocities.yahoo.com.br/materialvet/relacao/zooterapia.html |